sábado, 9 de janeiro de 2016

Como aproveitar o Ensino Médio


Ensino Médio é um dos períodos escolares mais importantes da nossa vida e um dos mais idealizados. De tanto vermos filmes americanos, temos na mente que, quando chegarmos lá, teremos nossos próprios armários, participaremos dos jogos da escola e seremos lideres de torcida. No Brasil não é assim. Contudo, como ex estudante do ensino médio, venho aqui dar algumas dicas para que você aproveite bem esse período e, de quebra, tenha um High School melhor do que os dos gringos =D 

1. Estude (dãã!)


Talvez você tenha feito uma cara feia ou ter dito/pensado que isso é óbvio. Mas se é tão óbvio, porque as pessoas não o fazem? Acredito que é importante frisar a questão do estudo desde o início porque a grade curricular do EM aqui no Brasil é muito extensa. Por isso, não adianta querer estudar só no terceiro ano achando que vai conseguir absorver tudo. Até porque, terceiro ano é para revisão, e não aprendizado. Então, dedique um tempo todos os dias para rever a teoria dada em aula e fazer os exercícios do seu livro – caso ainda apresente dificuldade no assunto, faça as listas do Projeto Medicina. Independentemente de sua escolha profissional, dê o seu melhor para aquilo e verá que, mesmo que você ingresse na universidade direto do EM, você não tardará a sair do cursinho ;)

      2. Aproveite sua família e seus amigos 


      Quando você entrar na universidade, provavelmente vai se separar de ambos – seus pais não irão se mudar junto com você para a cidade que abriga sua faculdade e a chance de todos os seus amigos passarem no mesmo lugar é pífia. Por isso, evite problemas, conflitos e situações desagradáveis. Use cada momento para construir boas memórias, porque, depois, para disponibilizar um tempo para seus parentes ou para reencontrar seus amigos, será difícil.

3.  Desfrute do que sua escola pode oferecer


Ao invés de reclamar que na sua instituição educacional não possuí armários, jornal e equipe de lideres de torcida, descubra quais são os serviços que sua escola apresenta e veja qual encaixa em você. Qualquer uma dessas atividades “por fora” traz algo enriquecedor para sua vida, seja em termos de memórias, seja em termos de conhecimento. Por exemplo:

      3.1. Meu colégio, no período de São João, priorizou fazer festas juninas tradicionais. Graças a isso, eu participei da quadrilha do EM durante os três anos do curso. Tenho ótimas lembranças e histórias para contar aos meus netos em um futuro bem distante haha

      3.2 Todo aluno da minha escola era incentivado a participar de olimpíadas estaduais e nacionais. Havia algumas competições que a instituição oferecia aulas preparatórias no turno oposto. Nisso, participei de aulas para a OBF, OBB e OBA. Posso não ter ganho medalha alguma, mas ganhei muito conhecimento.
      
      4. Aprenda a ter responsabilidade sobre sua vida

Imprima essa frase e coloque em algum canto da sua moradia universitária :)

Se você não tem ideia de como cozinhar arroz, então é melhor aprender logo. Como disse no tópico dois, a chance de você continuar morando com seus responsáveis após o EM é pequena. Logo, seus dias de mordomia estarão com os dias contados. Não haverá mais alguém para cozinhar e limpar a casa para você, nem para pagar suas contas. Por isso, aproveite enquanto você ainda convive com pessoas que, com certeza, estarão dispostas a lhe ensinar um pouco sobre “ser adulto” se você pedir.

Então, pessoal, foi isso. Espero que tenham gostado das dicas J Caso as ponha em prática e veja que valeu a pena, me avise. Vou amar saber que pude ajuda-los =) Um beijo e até o próximo post!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Como escolher seu curso de idiomas


2016 mal chegou e já vi dezenas de listas de resoluções de ano novo pela internet. Nisso, vi que algumas pessoas desejam iniciar o estudo de um novo idioma nesse ano. Como eu sou "veterana" nessa vida de aprendizado de línguas, resolvi dar algumas dicas para quem não sabe como escolher a franquia ideal para lhe auxiliar nessa jornada que é aprender uma língua "não nativa".

1. Analise se você está disposto a se dedicar a isso e fazer o investimento valer a pena



Acredito que esse seja o tópico mais importante dessa lista. Bancar um curso de idiomas é um investimento a longo prazo e muito caro. Você gastará bastante para aprender uma nova língua e, por isso, precisa fazer esse dinheiro valer a pena. O que mais me incomoda no curso de inglês é ver que colegas meus não dão o melhor deles no processo - atrasam lições, viajam durante as aulas, não estudam em casa - e, graças a isso, apresentam dificuldades que eu, que faço o inverso do que eles fazem, não tenho. Acho que isso se deve a falta de interesse deles pelo aprendizado. Então, pense duas vezes se você, de fato, está comprometido a saber falar algo além do português. É a partir dessa vontade que você tirará a motivação necessária para enfrentar esse desafio.

2. Conheça a metodologia que a franquia oferece



Uma das coisas que mais me deixa revoltada é quando alguém, se achando o dono da verdade absoluta, diz que o meu curso é uma porcaria e que a franquia é péssima - algo que não é verdade, visto que tenho bom domínio da língua. Acho que você já ouviu alguém dizer " curso 'z' é horrível, faz curso 'x'". Entretanto, não é assim que as coisas funcionam. As pessoas são diferentes. Os cursos são diferentes. As metodologias são diferentes. Cada um tem sua maneira de aprender. As vezes, uma metodologia serve para alguns e, para outros, não. É necessário descobrir qual franquia tem a melhor metodologia para você para que seu processo de aprendizagem não seja prejudicado. Por isso, tente conseguir aulas experimentais para que você veja como as aulas normalmente funcionam e se elas, de alguma forma, fazem com que você entenda e assimile o conteúdo o mais eficiente possível.

3. Saiba quem são seus professores e informe-se sobre sua reputação


Sei que muitos me dirão que essa história de "colocar a culpa no professor é mimimi". Eu acreditava piamente nisso até ver que não é bem assim, uma vez que passei por essa experiência recentemente. Ao estudar uma língua que não é a "língua-materna", ou seja, a língua oficial do seu país, temos certa dificuldade em captar e compreender tudo que nos é ensinado. Se esse processo de "envio de informação" for feito de maneira errada, nosso aprendizado fica comprometido e, além disso, podemos até começar a desprezar determinado dialeto. Assim, vá atrás dos exs e atuais estudantes do curso para conhecer um pouco mais sobre o sistema de cada educador que trabalha naquela franquia. Se você sentir que seu sangue não bateu com algum, reflita antes de comprometer um semestre/ano de dinheiro e estudos.

Então, foi isso. Espero que tenha gostado! Pretende fazer algum curso esse ano? Depois me diga se as minhas dicas te ajudaram de alguma forma =D Um beijo e até o próximo post :)

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A cafeteira

créditos da imagem aqui

Café é um dos meus maiores vícios. O cheiro, o sabor, a cor: tudo nele é prazeroso. Minha obsessão me levou a ser fissura em qualquer coisa que esteja relacionada a ela Desde produtos de beleza e chocolates com café, até as lojas que apresentam o mesmo nome do produto que comercializam: cafés. Claro que as cafeteiras não poderiam faltar nessa lista. Máquinas incríveis, não? Em dois a três minutos, fazem aquilo que você faria com um pouco mais de trabalho em dez, quinze minutos.

Há muito tempo, meu pai comprou uma cafeteira. Ninguém ousou tocar nela e a coitada foi parar dentro de um armário empoeirado sem ser desencaixotada. Certo dia das minhas férias, arrisquei usa-la. Tirei-a da caixa. Limpei-a. Segui tudo conforme indicado no manual de instruções. Poucos minutos depois estava saindo uma xícara pequena do precioso líquido. Tomei-a. Me decepcionei. A bebida, que é conhecida como quente, estava morna, quase fria. O gosto? Tendendo ao intragável. "O café que faço com uma panela e um filtro de papel é bem melhor que esse" penso.

Pergunto-me o que faz alguém adquirir um apareljo tão caro para, depois, ser impedido de degustar um bom café. Logo em seguida a resposta aparece na minha mente. Vivemos em uma sociedade em que cada segundo vale uma fortuna. No caso, "perder" segundos realizando algo que uma máquina pode fazer no seu lugar seria "perder dinheiro", certo? Não me julgue pelo último período. Tanto eu quanto você sabemos que existem pessoas que, infelizmente, pensam assim.

É assim que o ser humano pretende viver? Entregando os pequenos prazeres da vida à tecnologia avançada apenas para alimentar a ansiedade que, cada vez mais, consome a população mundial? Não pense nas cafeteiras. Pense na quantidade de coisas que ficaram "obsoletas" por conta da necessidade que as pessoas têm de velocidade na vida deles. Qual foi a última vez que você enviou uma carta para alguém? Nunca enviou? Que pena. Contudo, não posso julga-lo. Só o fiz uma vez no ensino fundamental como parte de um projeto da escola. Para que cartas se temos o Whatsapp, que envia mensagens instantaneamente?

Largar o relógio de lado e apenas curtir o momento é preciso em meio a um momento em que  cerca de 23 milhões dos mais de sete bilhões de habitantes do planeta terra são usuários de Rivotril. Portanto, coloque um pouco de água para esquentar no fogão a lenha e aproveite para escrever uma carta para uma pessoa querida. Depois, se delicie com uma xícara farta de café feito em casa. A vida não é tão curta a ponto de não podermos saborear cada momento lentamente. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Considerações Sobre o Vestibular Uesb 2016


E aí pessoal, tudo bem? Acredito que muitos de vocês estão aproveitando e curtindo as férias. Entretanto, sei que alguns, assim como eu, estão naquela fase de fazer vários vestibulares para conseguir uma vaga em qualquer lugar. No meu caso, esse ano, além do Enem e da Uesb, fui até SP para realizar a primeira fase da Unicamp e, como o blog não existia nesse período, eu não pude fazer uma análise da prova (entretanto, posso fazer se vocês quiserem c:). 


Voltando... como eu fiz essa prova recentemente resolvi fazer algumas considerações sobre ela tanto para ajudar quem vai realizar num futuro não tão distante, quanto para desabafar. Antes de começar, gostaria de dizer que tudo que for "falado" aqui é apenas a minha opinião e que nem tudo deve ser levado a sério. Ok? Ok! Vamos lá!

Considerações Gerais:
- Fiz a prova em Jequié. Entretanto, não fiquei hospedada no município. Sempre passei minhas férias na cidade dos meus avós e, como meu pai leva 1h para ir de uma cidade para a outra, resolvemos sair cedo todos os dias para me deslocar até meu local de prova. Os portões fechavam as 8h, então eu teria que sair, no máximo, as 6;30 para chegar a tempo de entrar na sala e respirar antes da prova começar. No entanto, era necessário acordar mais cedo ainda para fazer e tomar café da manhã e cuidar das coisas do meu querido, amado gato. Foi legal isso? Claro que não.


- Agora em relação ao processo seletivo em si. Até agora estou "revoltada" com uma "norma" da banca que não faz sentido para mim. Depois que os portões fecharam, a fiscal da minha sala começou a passar as informações e uma delas foi: "O banheiro abrirá a partir das 8:30 e ficará disponível até 9:30. De 9:30 a 10:30, o banheiro estará fechado e o uso só será permitido novamente das 10:30 as 11:30." Eu simplesmente olhei pra ela assim:


COMO ASSIM, CARA? SÉRIO ISSO?! Não me levem a mal, mas, por uma momento, desejei que alguém tivesse algum problema intestinal entre 9;30 e 10:30 só para ver se eles iriam recusar a ida da pessoa ao banheiro. Essa "regra" NÃO FAZ SENTIDO ALGUM! Fiquei morrendo de pena de todos que foram prestar esse vestibular e apresentavam infecção urinária ou algo do gênero.

No segundo dia de provas, descobri o motivo de tal peculiaridade: era o horário do intervalo dos fiscais. Quer dizer que todo mundo tem que ter seu momento de descanso ao mesmo tempo? Me poupe. Isso se chama falta de organização. Todos poderiam sair ganhando se esse sistema fosse repensado.

Primeiro Dia - 13/12 - Domingo
- Redação: apresentaram duas propostas para redigir um texto dissertativo-argumentativo. A escolha da proposta ficava ao gosto e à vontade do candidato. A primeira era"Solidariedade é o amor em movimento em tempo de 'guerra'" e pedia a apresentação de uma proposta de intervenção. Já a segunda era a temática da frase "A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota." de Jean-Paul Sartre. Fiquei com a segunda opção, uma vez que, ao longo do ano, escrevi cerca de cinco textos envolvendo a temática da violência. O que me pegou foi a exigência da proposta: era necessário fazer uma reflexão acerca do excerto. O título não era obrigatório e, aparentemente, não havia um número mínimo de linhas, como no Enem.
Dica: sempre se mantenha atualizado - violência foi um assunto muito debatido em 2015. Acesse portais de notícias e blogs de opinião; veja telejornais, TV Senado e TV Câmara - conselho de amiga. Um dia, assistido um desses dois canais, apareceu um especial sobre violência contra a mulher e olha no que deu: tema da redação do Enem 2015. 

- Língua Estrangeira ~ Inglês: carregada de interpretação textual, mas não deixou de cobrar a boa e velha gramática - algo que as outras provas que fiz esse ano não fizeram. Para entender os textos, é preciso ter um bom conhecimento da língua (nível intermediário para cima). Entretanto, se você conhecer as palavras-chave de cada texto, a leitura e o entendimento fluem naturalmente e as perguntas ficam menos difíceis.
Dica: procure adquirir o máximo de vocabulário e treine interpretação sempre que puder, mas não se esqueça de, as vezes, dar aquela revisada na gramática. 

- Língua Portuguesa e Literatura Brasileira: treze questões de interpretação de texto; duas questões das obras literárias (três obras foram pedidas e apenas uma foi cobrada: Eu e Outras Poesias, do Augusto dos Anjos) e cinco dos três filmes que foram pedidos e cobrados. A única obra que consegui ler foi a pedida, entretanto, não tive a mesma sorte com os filmes. Digamos que eu só lembrei da existência deles na hora que eu virei uma página e vi várias questões falando sobre eles :P
Dica: treine interpretação, mas procure conhecer a parte teórica da língua portuguesa, visto que algumas questões pedem a teoria. Leia todos os livros que foram indicados e não se esqueça de ver os filmes - esse é um problema, uma vez que, pelo meu conhecimento de mundo, a Uesb é a única prova de vestibular que cobra filmes.

Segundo Dia - 14/12 - Segunda-feira
- História: achei bem semelhante ao Enem - muita interpretação e fatos da atualidade (como a Imigração para a Europa e para o Brasil, Aliança do Pacífico). Contudo, era necessário somar a interpretação com o conhecimento para matar as questões. E, novamente, os filmes ferraram com a minha vida, pois eles aparecerem em três questões da matéria. Apesar disso, quase fechei essa prova (e olha que História é meu ponto fraco!): 17/20.
Dica: esteja atualizado, principalmente em relação a Geopolítica Internacional; VEJA os filmes; procure ler artigos sobre acontecimentos históricos e descubra que momento está sendo relatado.

- Geografia: bem conteudista, com poucas ou ausência de questões interpretativas. Houve uma mescla entre a parte Física e a Humana. Achei pouco regionalista em comparação a UNEB, uma vez que, tanto nessa matéria como na anterior, quase não caiu algo sobre a Bahia ou sobre o Nordeste - só uma questão em Geografia, que pedia para identificar a subregião que é descrita no texto. Voltando ao assunto anterior... não sei se digo isso porque não gosto de G.F. (Geografia Física), mas, na minha opinião, essa matéria foi cobrada de maneira pesada. Era necessário conhecer muito bem todos os conceitos de Geologia e de Fenômenos Climáticos para acertar as perguntas - aliás, alguém me explica a diferença entre tornado, ciclone extratropical e ciclone tropical? haha E os filmes, Maria? APARECERAM NOVAMENTE! 



Foram apenas três questões, mas fiquei muito irritada na hora da prova. Enfim...
Dica: saiba GF de cabo a rabo; conheça alguns detalhes regionalistas (ajudará nos exames de todas as estaduais da Bahia); VEJA OS FILMES.

- Matemática: acredito que cheguei na parte em que a maioria das pessoas falam "ah, não!". A álgebra e a geometria da Uesb não são iguais ao Enem, visto que ele preza pelo raciocínio lógico e pela interpretação, enquanto que nela você precisa saber mesmo a matéria. O problema disso é só um: as vezes, existem maneiras mais simples de resolver uma conta. Entretanto, na hora da prova, a última coisa que você vai pensar é nisso. Você começa a executar a primeira coisa que dá luz em seu cérebro e, muitas vezes, isso leva você a pegar o caminho mais logo e até mesmo não chegar no resultado final. Aconteceu muito comigo isso, principalmente na minha parte favorita: trigonometria. Foi desapontante, uma vez que sempre tive bons resultados com essa matéria.



Em relação ao que foi cobrado.... 15 questões de Álgebra (Conjuntos; Porcentagem; Progressões; Funções do 1º e do 2º, Exponencial; Logaritmo; Polinômios, Matemática Básica) e 5 de Geometria/Trigonometria (2 de Trigonometria, uma de G. Plana; uma de G. espacial e uma de G. Analítica). 
Dica: não se prenda a um só assunto. Estude tudo e todo exercício que você fizer, pense em uma forma mais fácil de resolve-lo. 

Terceiro Dia - 15/12 - Terça-feira
OBS: juro que, nesse dia, fui para a prova morrendo de medo de os filmes aparecerem novamente haha

- Física: acredito que foi a prova mais fácil de todas. Porque? Era nítido que, em cada questão, você, literalmente, só precisava saber a teoria ou lembrar de alguma fórmula. Não havia enrolação, nem pegadinha, como no Enem. Fiquei impressionada como, em vinte questões, apareceu quase toda a matéria do Ensino Médio - caiu desde Mecânica até Eletromagnetismo. Só faltou Física Moderna para entristecer a nação.
Dica: preste atenção nos detalhes de cada assunto, pois há questões que o erro vem de uma confusão com um sinal. Isso especialmente em relação a Física 3: faça o possível para guardar todas as fórmulas e a teoria. As questões, muitas vezes, te ferravam por causa de uma coisinha que você não lembrava.

- Química: assim como Física, vi todos os assuntos que estudei nos últimos três anos e vi que não tinha muita enrolação nas questões de interpretação (que, alias, dominou a prova de Química). Cobrou também curiosidades do cotidiano - alerta ENEM. O que apareceu: propriedades químicas, distribuição eletrônica,  geometria molecular, Leis de Lavoisier e Proust, estequiometria, oxirredução, pH e pOH, equilíbrio químico, conceitos de ácido e base (Arrhenius, Brönsted-Lowry e Lewis), química orgânica básica, leis dos gases e propriedades coligativas. 
Dica: procure sites como o A Graça da Química, que mostram e explicam como a Química está inserida na nossa vida de formas que, muitas vezes, não enxergamos. 

- Biologia: vi pouca interpretação e mais conteúdo. Caiu origem da vida, embriologia, desenvolvimento embrionário dos cordados, dinâmica bioenergética, genética das populações, conceitos de genética, tecido nervoso, fisiologia vegetal, impactos ambientais, conceitos e teoria sobre câncer, teorias da evolução, ciclos biogeoquímicos, ácidos nucleicos e verminoses. Havia questões que você conseguiria resolver por eliminação, lógica ou interpretação. Algumas, no entanto, precisavam que você tivesse o conteúdo "nu e cru" na sua mente. 
Infelizmente, não tenho dica alguma além de "estude".

Foi isso, pessoal! O que acharam desse post? Querem que eu faça mais desse estilo? Vai prestar Uesb ou qualquer Estadual da Bahia? Vamos conversar! Um beijo e até o próximo post :)

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domingo, 27 de dezembro de 2015

O que eu não cumpri em 2015


O ano está acabando e, junto com esse clima de comemoração para a chegada de 2016, começam a aparecer as listas de "resoluções de ano novo" porque, como já dizia o ditado popular: ano novo, vida nova! 

Eu, assim como muita gente, me dei algumas coisas para serem feitas em 2015 e, infelizmente, não cumpri uma parte delas. Assim, resolvi fazer esse post para mostra-las, ver o motivo pelo qual eu não realizei cada uma e repensar as minhas atitudes em relação aos meus objetivos para que, em 2016, eu possa fazer o que eu estou reservando para os próximos 365 dias.


Mas, antes de listar os "não cumpridos", gostaria de expor o motivo pelo qual eu não dei atenção para essas metas - e sim, todos estão relacionados com isso:

Resumi a minha vida em prol de uma aprovação em vestibular. 

Não me arrependo 100% do que fiz, visto que isso trouxe certo crescimento pessoal para mim. Entretanto, sei que eu tinha total condição de tentar cuidar de outras coisas da minha vida - como saúde, autoestima e prazeres pessoais - e focar nos estudos. A burrada, entretanto, já foi feita e, como eu disse nesse post, é necessário buscar o equilíbrio em tudo que fazemos, inclusive no vestibular, uma vez que ele, assim como outras coisas, são partes das nossas vidas - e não ela por inteiro.

Dito isso, vamos para os "largados" de 2015!


1. Dormir, no mínimo, de 5 a 6 horas por dias.


Durante o ano, me tornei refém do tempo e, muitas vezes, deixava-o escorrer pelas minhas mãos. Por conta disso, na maioria da vezes (ou sempre), eu não conseguia dar conta da minha meta diária de estudo - ou isso pode ser devido ao fato de que eu estabelecia tópicos demais para serem realizados em um dia só. Lembro até hoje que, no começo do ano, eu e uma amiga minha. conversando no Whatsapp, falamos que iriamos tentar dormir, pelo menos, 5-6h por noite. Resultado: meu mínimo se tornou meu máximo e o mínimo se tornou 3 horas '-'

2. Praticar algum exercício físico


No começo do ano, eu decidi que voltaria a praticar alguma atividade física para emagrecer e garantir uma qualidade de vida melhor. De início, comecei a caminhar em um parque perto da minha casa três vezes por semana com a minha mãe e minha irmã. Estávamos indo bem, até que desistimos porque tínhamos que acordar uma hora mais cedo que o normal para fazer a caminhada - e, como eu já dormia pouco, isso só foi contribuindo para que eu dormisse menos ainda. No segundo semestre, começamos a fazer Muay Thai. Entretanto, paramos por causa de uma cirurgia no dente que minha havia feito e nunca mais voltamos haha

3. Fazer dieta


É engraçado como, até agora, um item dessa lista está atrelado a outro haha A dieta, assim como os exercícios físicos, tinha como objetivo me ajudar a emagrecer e me trazer mais qualidade de vida. Contudo, comecei-a de maneira errada - sem acompanhamento da nutricionista - uma vez que, por incrível que pareça, toda vez que a gente marcava, ela tinha algum problema, tínhamos que remarcar para outro dia e, as vezes, nem remarcávamos por esquecimento mesmo. Resultado: não consegui seguir uma dieta sozinha porque, devido a minha ansiedade e nervosismo, tenho o costume de alivia-los na comida - e eles cresceram de maneira exponencial esse ano por conta dos vestibulares. No final de tudo, só consegui ver a nutri antes de viajar para as minhas férias - e, cá entre nós, quem faz dieta longe da nutricionista, perto da casa da vovó e nas férias? 

Enfim, essas foram as minhas "mancadas" de 2015. O que acharam? Deixaram de fazer as mesmas coisas? Realizou alguma delas? Vamos conversar! :) Um beijo e até o próximo post!

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PS: esse post faz parte da Blogagem Coletiva de Dezembro do grupo Blogs Up

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Quatro Músicas que Denunciam Problemas Sociais


Quem não gosta de música? Eu, particularmente, sou movida a música. Parece que todo momento da minha vida precisa de uma "música de fundo" tocando - um dia ainda faço a trilha sonora da minha vida aqui no blog. Acredito que música tem a capacidade de tocar nossos corações, nos consolar em momentos tristes, nos animar em momentos felizes e nos conscientizar das coisas que, muitas vezes, estão na nossa cara, mas não vemos. Pensando nisso, aqui abaixo tem uma lista de músicas que falam de problemas da atualidade que muitos de nós conhecemos e, talvez, tenhamos passado por. 

1. Fardado - Titãs


"Fardado" faz parte do álbum lançado em 2014, Nheengatu. Vi muitos comentários negativos acerca da música, falando que ela está depreciando o trabalho dos policiais, etc. Entretanto, pelo meu ponto de vista, a música retrata como alguns integrantes do que deveria ser a "segurança pública" estão abusando do poder e se voltando contra aquilo que, teoricamente, deveriam se proteger. Achei bem legal e atual, uma vez que nos últimos dois anos, vimos vários casos nos noticiários sobre o uso desenfreado da autoridade que está ocorrendo na frota policial brasileira. Só para deixar bem claro: EU ADMIRO MUITO O TRABALHO DESSAS PESSOAS. Mas não podemos ficar cegos diante do que está ocorrendo.

2. Til It Happens To You - Lady Gaga


"Til It Happens to You" faz parte da trilha sonora do documentário "The Hunting Ground", que denuncia a cultura do estupro que existe nas universidades norte americanas. Fiquei surpresa ao escutar a música e ver o clipe porque ambos são fortes e retratam bem a realidade de algo que não existe só no Brasil.

3. Survivor - Clarice Falcão


O cover da Clarice Falcão veio carregado de significado ao colocar várias mulheres passando batom vermelho no clipe. "Survivor" mostra a questão da desigualdade de gênero que existe na nossa sociedade, visto que as mulheres, muitas vezes, são controladas por padrões e comportamentos "socialmente aceitos". Ao tornar o batom vermelho um dos seus focos, o vídeo quer passar a mensagem de que a mulher que deve dominar o que ela tem ser sexualmente, socialmente, fisicamente e intelectualmente. Não sei vocês. mas depois de ver esse clipe com mais cuidado, percebi uma forte ligação entre ele e o vídeo abaixo #EMPODERAMENTO

Jout Jout <3

4. Asa Branca - Luíz Gonzaga



Não quero ver ninguém dizendo que essa música é antiga e bla bla bla. Apesar de ter sido gravada há muito tempo, "Asa Branca" é atemporal, uma vez que retrata um problema que ainda ocorre no Brasil, só que com menor intensidade: a seca no sertão nordestino. É incrível como nós, nordestinos dos dias de hoje, conhecemos a obra musical desse homem excepcional que ficará marcado na história de nossa região tanto por difundir um gênero musical nascido aqui, quanto por retratar as mazelas que nossos antepassados sofreram e que ainda sofremos.

E aí, gostaram? Conhecem essas músicas? Conhecem outras que mostram discórdias atuais da nossa society? Me contem nos comentários! Um beijo e até o próximo post! 

Ajudem o blog a crescer e eu a ter animação para continuar postando seguindo-o nas redes sociais ao lado e compartilhando-o com os amigos e a família :)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sobre a Gafe do Miss Universo 2015


Podem me julgar por dedicar um post do meu blog e parte do meu tempo para escrever sobre a gafe do Miss Universo. Vi que precisava falar sobre isso após me solidarizar com a colombiana que teve seus segundos de ganhadora para, depois, ser humilhada mundialmente ao descobrir que, na verdade, era a segunda colocada. 


Muitos dirão que concursos como esse são totalmente fúteis e desnecessários. Posso até concordar com quem diz isso, mas acredito que não devemos desmerecer o sonho de cada uma dessas mulheres. Sim, sonho. Imaginem o quão cruel deve ser o processo seletivo dessa baboseira. Imaginem a pressão diária que essas pessoas sofrem por conta de um título. Só suportamos determinadas situações se elas envolvem sonhos.


Se não consegue imaginar isso, pense em você, vestibulando, concurseiro, empreendedor ou apenas uma pessoa correndo atrás de um sonho. Imagina sofrer tanto em nome da sua nomeação, da sua vaga, da sua empresa ou de qualquer outra coisa e, do nada, ela é tirada de você. Imagine aí você ver seu nome na lista ou receber um email/SMS dizendo que você foi escolhido para ser parceiro de uma empresa, você dizer até pro cachorro do seu vizinho que você conseguiu e quando você resolve ver a mensagem novamente, recebe outra dizendo que a vaga/nomeação/parceria não era sua e que a banca/companhia sente muito pelo mal entendido. Doí né? Doí demais. 


Foi isso que eu pensei quando vi as fotos da colombiana sorrindo em um momento e, em outro, chorando por ter a coroa que tanto desejou tirada da sua cabeça sem nenhuma cerimonia com um pedido de desculpas do apresentador que, na minha opinião, não melhorou nem um pouco a situação.



Vocês acham que isso não acontece na "vida comum"? Eu provo. Há alguns anos, ocorreu um erro no sistema de mensagens de uma faculdade privada brasileira. Graças a isso, uma mensagem foi mandada a todos os candidatos do vestibular do curso de Medicina parabenizando-os por terem sido aprovados. Até quem não fez a prova recebeu a mensagem! Agora, pensem em como as pessoas que não passaram ficaram depois de receber a mensagem dizendo que foi erro no sistema e que a faculdade "sente muito" pelo desentendido? Seres humanos, entendam: mexer com o sonho dos outros e depois não fazer uma retratação digna, mesmo que seja um engano, porque nada nem ninguém é perfeito, não é legal. A todos que já passaram pelo o mesmo que a Ariadne: seu sonho é lindo e saiba que, independentemente do ocorrido, você sairá mais forte do nunca para lutar por aquilo que você deseja.